Fadas e Abobrinhas

Paganismo, Bruxaria, Pensamentos, Percepções e Abobrinhas ao alcance de todos.

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Não mexe aí, é Jesus!

Atenção:
Se você nutre preconceitos e richas quanto a cristianismo ou Jesus, acha que é um tabu na boca de pagãos e afins, esse não é seu lugar.
Se você entende que aprendizagem vai além de preconceitos e tolas richas, seja bem vindo.

Linda e adorável garotinha loira e pequenina. Num pique para brincar que só! Doida pra dançar, doida para que alguém dance com ela! Mas má sorte a da garota, em que os adultos não lhe dão atenção. Adultos tolos! Cresceram, deixaram a melhor parte de si para trás: a que brinca e sorri livremente, sem culpa, sem querer agradar ninguém. Quem dera os adultos aprendessem algo com quem volta a esse mundo em tão doce pele, essas pessoinhas tão receptivas a aprender, tão ativas em amar...

A única que lhe dá atenção é a garota esquisita que dizem ser uma bruxa (e ela concorda!)... Mas nenhum desses temas é o que nos leva hoje a doce loirinha de 2 anos e meio, que quando questionada sobre sua idade, já levanta apressadamente os três dedos... Essa pressa de crescer das crianças, sempre querem dar um passo maior que a perna (talvez por isso elas caiam tanto)!

O que nos trás hoje, nesse primeiro diálogo sobre a loirinha cheia de cachos é o cenário de um sábado à tarde, acompanhada de suas duas avós e alguns momentos depois, três. Na verdade, só uma é avó realmente. A segunda é tia avó e a terceira é uma velhinha simpática que adora crianças... Mas no doce mundo das crianças, todos os velhinhos são seus avós. Quem dera vivêssemos hoje nesse mesmo mundo, que a cada velhinho que passa na rua pensássemos: Esse é meu avô! Eu lhe devo respeito, admiração e carinho! Quem dera...

A segunda avó vai ao quarto e pega algo engraçado e comprido, que deram o nome de vela. A terceira vovó traz uma latinha linda e dourada, que coloca delicadamente sobre a mesa com toalha branca e a abre.
A garotinha, que tem a mesma disposição que um gato para brincar, (também tem a mesma curiosidade que um gato!) corre apressadamente para ver o que há nesta linda coisinha dourada, quando é detida pelas três avós, apressadamente com um NÃÃÃÃÃÃOOOO!

- Não mexe aí! É Jesus!
- É Jesus! É Jesus!
- Não pode! Não pode comer! É Jesus, você não pode!
Não param de repetir as senhoras... “Tadinha” a terceira solta.

A criança olha com uma cara de triste, começa a querer ir para o quintal brincar, mas chove e ela não pode ficar doente... A garotinha fica olhando, com medo, aquelas três senhoras diante da vela acesa, repetindo coisas que ela não entende. Ela só queria brincar. Só estava curiosa.

A bruxa aqui assiste, olha e questiona... Com certeza não é Jesus naquela latinha.

Se fosse, você acha que ele impediria o abraço de uma linda garotinha?
Jesus então ficou triste pois, era tão incompreendido quanto a garotinha.

Viver espiritualidade e ancestralidade...

É acordar as três da manhã e levantar pra curar.
É ir buscar carvão e pegar a faca. É ficar até as sete acordada, só pra garantir.
É ouvir o que fazer e ter fé que fez o certo. É esperar pacientemente pelo resultado.

Pensando no Mago

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Foto tirada há quase um ano e que eu me esqueci de publicar.

Das Práticas e do Tempo…

Confesso que quando lia a Luazul falando sobre as pessoas que deixam a bruxaria de lado com desculpites, do tipo falta de tempo ou espaço ou ainda dinheiro, concordava 100%. Hoje, só uns 80%.
Continuo concordando, claro. A maioria das pessoas age assim para não criar uma responsabilidade quanto aquilo ou porque não tem certeza do que querem.

Mas me vi tendo que tirar esses 20%. Quando o ambiente em que vivo passou a ser mais inóspito, quando eu vi que realmente não dava.
Tentei mais umas sei lá quantas vezes continuar com minhas práticas, não da forma como queria, mas bem próximo… Mas eu já sabia que não dava, e sofri um tanto até aceitar essa realidade. E só aceitei quando o tarot e os deuses esfregaram na minha cara: Hoje não dá.

Gostaria de fazer meus ritos sucegada, de acender velas e incensos, de poder escrever no meu BOS com a frequencia que minha alma sente ser necessária. Mas realmente não dá. E é isso.
Acho que só quem me conhece (ou conhece outro que passe por algo semelhante) ou quem já passou por isso poderia entender.

Eu lutei por isso por algum tempo, como eu disse. E só parei quando esfregaram na minha cara.
E aí parei. Mas nâo completamente.

Faço o que posso, o que ninguém percebe. Falo com Eles, pego recadinhos, medito pegando o trem. Agradeço, faço minhas preces, minhas oferendas de comida – mesmo que achem que estou jogando comida fora. Às vezes leio tarot de madrugada. É o que eu posso fazer no momento, e com paz.

Este texto não é uma forma de desabafo. É um convite.
Pra você que realmente passa por uma situação momentânea que te impede de fazer algo que gosta, mesmo que não se trate só de Magia – embora esse seja o tema-base aqui. Um convite para que você não se sinta tão mal consigo mesmo, como eu já me senti.

Para que você perceba que, se você realmente ama algo e não faz como gostaria, não é simplesmente por falta de responsabilidade ou porque você não gosta tanto quanto pensava.
Existem casos e casos. Se você é um dos casos que eu falo, esse texto é pra você.
Se não, faço minhas as palavras da Luazul.

Atenciosamente,
Sophia Austeros.

Da Luz e Da Escuridão

Aviso primeiramente que o blog Carpe Noctem chegou ao fim, os textos que iriam para lá, hoje viram para cá e eu prefiro assim. Até explicaria o que fez aquele blog acabar, mas seria algo muito extenso e até meio inútil... Então escrevo este artigo e a partir dele vocês podem tirar algumas ideias sobre isto.



A primeira ideia e consciência que desenvolvi nesse meu caminho mágicko, desde o início é sobre os opostos e sobre eles serem o lado de uma mesma moeda.
Bem, mal. Certo e errado. Luz e escuridão. Um precisa do outro para ser e no final “o tudo é uma coisa só”. É fácil parar um pouco e perceber que você não notaria o que é luz se não houvesse a escuridão ou o que é boa saúde se não houvesse doença. E é a partir daí que sai todo o princípio do ocultismo e nosso querido “Conhece-te a ti mesmo”.

Precisamos passar pela noite escura da alma para termos aquela bela manhã de sol. Precisamos da escuridão no nosso dia-a-dia para reconhecermos a luz, cair para se levantar e bláblá. E conhecer nossas sombras, nossos demônios para que eles não nos dominem.

As sombras não são simplesmente as nossas características negativas... São as coisas que negamos em nós mesmos. Medos, anseios, sensualidade, fofurice, agressividade... Coisas que deixamos embaixo do tapete para que sumam ou que fingimos não existir. Conhecer isso é o início para o auto-conhecimento. Isso pode acontecer de vários modos como através dos deuses e da religião, terapia, relacionamentos, sonhos, tarot, entre tantas outras coisas.

A maioria das pessoas deixa de lidar com o mais negro de sua essência e de seus deuses... Pelo menos no início costuma ser assim. E algumas outras preferem lidar justamente com isso, talvez por grande afinidade, talvez para “mostrar-se dark” por aí (varia um pouco).

Acho excelente trabalhar nosso lado negro e viver nossa essência em plenitude assim como viver esse lado dos deuses também, mas questiono se realmente há essa plenitude.
Talvez assim como muitas pessoas acham que “tudo é cor de rosa” tenham pessoas que acham que “tudo é sombrio, escuridão” e aquilo que tanto buscamos em nossa caminhada chamado Equilíbrio se perca mais e mais.
Não acredito que fazer de nossa caminhada mágicka um caminho exclusivamente de nossas sombras seja trilhar o caminho do equilíbrio ou do auto-conhecimento e digo isso porque vejo sempre pessoas achando que é assim.
E esse foi um dos motivos para que o Carpe Noctem acabasse – Não é porque não há luz sem escuridão que não precisa haver luz. Magia é equilíbrio e “Conhece-te a ti mesmo” é ser pleno.

Fico feliz por estas novas percepções, por mais essa aprendizagem.
E convido todos a serem plenos em si mesmos.
É assim que o Dragão fala.

Meus presentes para meu presente



Na sexta-feira, ganhei três borboletas, quem me deu foi o Universo.

A primeira estava um tanto cansada, mas continuava a voar e estava solitária entre todos que não a enxergavam. O Universo então me disse:

"Seja como a borboleta, embora cansada de ser ela mesma, ela continua. Elá continua sendo quem ela é, plena em si, com toda sua beleza, fragilidade e sua intensidade. Ela não cansa de voar, de seguir seu sonho e caminho que é a liberdade. Mesmo que ninguém repare em seu esforço, em sua beleza e em sua vida, ela prossegue e não é menos por isso. Mesmo que sua vida dure um dia, sua vida é plena, pois ela foi ela mesma, sem medo".

Já próxima de casa, meio receiosa com tudo... O Universo me deu as outras duas borboletas. Estas dançavam lindamente no ar, com alguns movimentos circulares. Dançavam no meio da rua, desviando dos carros e pessoas que passavam. Então, o Universo me disse:

"Sejam como essas borboletas... Dancem a beleza da vida, em meio aos obstáculos e todos superarão, pois vocês serão plenos em si mesmos. Terão dançado o amor, a força e a coragem. Terão dançado a beleza um do outro e sua veracidade. Terão sido companheiros e um só".

Posteriormente, horas e horas... Mandei uma mensagem ao Universo, que talvez fique sem sua confirmação:
As borboletas talvez sejam as fadas que restaram no mundo visível. Não reparamos nelas, nem acreditamos, por isso sua vida é tão curta. Por isso fadas são representadas com asas de borboletas...

E as asas das borboletas são nossos sonhos, frágeis mais persistentes e que são plenos em si e em sua beleza, mesmo que durem apenas um dia...

Borboleta em grego é psykhé. E a mesma palavra quer dizer alma.

Sopa Desintoxicante e Frutas ao Vapor

Sopa Desintoxicante
Rendimento: 1 porção (1 prato fundo)
Calorias: 125 kcal

Ingredientes:
½ xícara de chá de abóbora
½ xícara de chá de cenoura
½ xícara de chá de agrião
1 xícara de chá de inhame
1 talo de salsão
½ xícara de folhas de acelga
¼ de xícara de arroz integral
500 ml de água

Frutas ao vapor

Rendimento: 2 porções
Calorias: 124 kcal

Ingredientes:
4 morangos
½ kiwi
½ banana nanica
1 fatia fina de abacaxi
1 damasco cortado ao meio
Folhas de hortelã
2 cravos da índia
1 colher de sopa de adoçante culinário

Modo de preparo:
Os ingredientes devem ser picados e colocados em um quadrado de folha de alumínio. Feche a folha formando uma trouxinha. Leve ao forno por cerca de 20 minutos. Uma ótima opção é regar as frutas com chá de hortelã gelado.